Diretor-executivo do SNS pede medidas para travar fugas de doentes vulneráveis

21/04/25
Diretor-executivo do SNS pede medidas para travar fugas de doentes vulneráveis

Álvaro Almeida, diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), defende que é preciso assegurar que todas as Unidades Locais de Saúde tomam as medidas necessárias para acabar com doentes vulneráveis em fuga das Urgências.

"Os dados da Entidade Reguladora da Saúde sugerem que o problema está a diminuir, porque foram sendo tomadas medidas para resolver o problema. Portanto, o que nós temos que assegurar é que todas as Unidades do SNS tomem as medidas necessárias para que o problema desapareça”, diz Álvaro Almeida.

Quando questionado se está nas mãos das unidades locais de saúde resolver o problema, o responsável afirmou que “está nas mãos do SNS”.

Recorde-se que, em abril de 2024, foi feito um alerta de supervisão aos hospitais sobre o direito ao acompanhamento de pessoas com deficiência, em situação de dependência, com doença incurável em estado avançado ou em estado final de vida. No entanto, os casos continuam a acontecer. Quando questionado se está nas mãos das Unidades Locais de Saúde resolver o problema, Álvaro Almeida afirma que “está nas mãos do SNS”.

A família de um destes casos em que o doente desaparece do estabelecimento sem autorização da equipa médica pondera levar o caso a tribunal para que estes episódios não se repitam. Em simultâneo, o hospital abriu um inquérito interno e a ERS tem em curso um processo de avaliação sobre o caso.

Em 2023, a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) decidiu criar uma categoria com as reclamações diretamente associadas a “falhas no procedimento de alta do doente (englobando as situações de alta sem contacto a acompanhante e falhas de vigilância/controlos de saída)” e, desde então, já recebeu 335 reclamações (221 em 2023, 104 em 2024, 11 no primeiro trimestre de 2025).

Fonte: LUSA

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