“O agravamento do saldo natural, em 2024, para -33 732 (-32 596 em 2023) foi, assim, determinado sobretudo pela diminuição do número de nados-vivos”, refere o INE. A Grande Lisboa foi a única região NUTS II a registar saldo natural positivo (+929), pelo segundo ano consecutivo.
A taxa de mortalidade infantil também aumentou: registaram-se 252 óbitos em crianças com menos de um ano (mais 42 do que em 2023), fixando a taxa em 3,0 por mil nados-vivos (2,5% no ano anterior).
As regiões com maior proporção de bebés de mães estrangeiras foram a Grande Lisboa (47,8%), a Península de Setúbal (46,9%) e o Algarve (46,6%). A natalidade caiu na maioria das regiões, com exceção da Madeira (+2,6%), Oeste e Vale do Tejo (+1,0%), Grande Lisboa (+0,9%) e Península de Setúbal (+0,3%). Os Açores registaram a maior quebra (-8,4%).
Em termos de perfil materno, 66,2% das mães tinham entre 20 e 34 anos, 32% tinham 35 anos ou mais e 1,8% tinham menos de 20 anos. “Apesar de, nos últimos dois anos, a proporção de nados-vivos de mães com 35 ou mais anos se ter mantido nos 32%, no período em análise verificou-se um aumento de 2,4 p.p. na proporção de nados-vivos de mães com idade superior a 35 anos”, salienta o INE.
A idade média da mãe ao nascimento foi de 32,1 anos e, no caso do primeiro filho, de 30,7 anos — praticamente inalterada face a 2023.
Relativamente à mortalidade, registaram-se 118 374 óbitos em 2024, mais 0,1% do que no ano anterior. A maioria dos óbitos (86,6%) foi de pessoas com 65 e mais anos, com destaque para o grupo dos 80 e mais anos, que representou mais de metade dos óbitos em todas as regiões, exceto nos Açores (46,2%).
A Madeira registou a maior descida da mortalidade (-7,6%) e os Açores o maior aumento (+3,6%).
Fonte: Lusa


