No total, o CIAV atendeu 25.940 chamadas telefónicas no último ano. A esmagadora maioria (95,18 %) estava relacionada com exposição a substâncias tóxicas, enquanto os restantes 4,82 % corresponderam a pedidos de informação em toxicologia.
Das 24.346 situações confirmadas de exposição humana a agentes tóxicos, 8.637 envolveram crianças, sobretudo em cenários de exposição acidental (59,14 %), erro terapêutico (22,06 %) ou mesmo exposição intencional (17,39 %).
Já entre os adultos — que representaram 15.709 das chamadas —, 63,7% eram do sexo feminino. No que diz respeito às circunstâncias de exposição nesta faixa etária, 49,76 % dos casos foram intencionais, 24 % acidentais e 20,49 % resultaram de erro terapêutico.
Em termos de agentes causadores, os medicamentos lideraram a lista, com destaque para ansiolíticos, antidepressivos e antipsicóticos. Entre os produtos não medicamentosos, salientam-se as substâncias de abuso (incluindo álcool), seguidas de produtos domésticos como lixívias e detergentes.
Cerca de 45,64 % dos contactos (11.112 casos) diziam respeito a pessoas que já apresentavam sintomas no momento da chamada. Ainda assim, em 46,8 % das situações foi possível resolver o episódio no local, com o apoio direto do CIAV, evitando assim a deslocação a uma unidade de saúde.
O CIAV continua a ser o único centro de intoxicações em Portugal e está acessível gratuitamente através do número 800 250 250, funcionando 24 horas por dia, todos os dias do ano. A equipa é composta por médicos com formação especializada em toxicologia, que prestam apoio tanto ao público como aos profissionais de saúde, seja em situações de exposição a tóxicos, medidas de prevenção ou para esclarecer dúvidas no âmbito da toxicologia.


