Segundo Adélia Gomes, diretora do Serviço Social da ULS Amadora-Sintra, “alguns deles já são nossos conhecidos e conhecidos dos serviços da comunidade e até conhecem as respostas a nível de acolhimento”. O fenómeno tem vindo a agravar-se com o aumento das rendas e inclui imigrantes, pessoas com doença mental, dependências ou em situação social instável.
Os dados mostram um crescimento constante: no Hospital São José, os casos sinalizados aumentaram de 539 em 2022 para 750 em 2023. Até abril deste ano, já foram identificadas 184 situações. O mesmo se verifica no Hospital Santa Maria, que registou uma subida de 32% nas admissões de pessoas sem-abrigo face ao mesmo período do ano anterior.
As administrações hospitalares reconhecem os constrangimentos desta realidade – desde a sobrecarga dos espaços ao impacto no funcionamento dos serviços – e reforçam a articulação com entidades sociais para garantir respostas mais adequadas a estas pessoas em situação de vulnerabilidade.
Fonte: Lusa


