SPO alerta para aumento de alergias oculares e riscos da automedicação

14/05/25
SPO alerta para aumento de alergias oculares e riscos da automedicação

A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), representada pelo seu secretário-geral, Vítor Maduro, alerta para o risco acrescido de alergias oculares nesta primavera, em virtude de um possível aumento da concentração de pólenes. A entidade sublinha ainda que a automedicação é fortemente desaconselhada nestas situações.

“A introdução de medicamentos nestes casos pode ser bastante lesiva, nomeadamente o uso da cortisona em gotas sem supervisão médica, que tem um risco muito elevado. A automedicação na conjuntivite alérgica, como noutros tipos de doença oftalmológica, é completamente desaconselhada”, sublinha Vítor Maduro, secretário-geral da SPO.

O oftalmologista da ULS São José, em Lisboa, explica que a primavera tardia poderá intensificar os sintomas oculares: “A chuva está a parar, o que quer dizer que há algo a despontar nas plantas. Na primavera no seu auge, podemos começar a ter índices de pólenes no ar muito mais altos com queixas mais frequentes”.

Os sintomas mais comuns incluem comichão, lacrimejo, olhos vermelhos, sensação de areia e inchaço nas pálpebras. “Isto não surge de um dia para o outro. Há sempre uma história para trás, uma doença alérgica na infância, na adolescência, ter tido episódios prévios. Em primeiro lugar tem de se estar em alerta de que é expectável ter estas queixas. Depois de saber isso, é evitar o contacto com os alérgenos que conhece”, refere Vítor Maduro.

A SPO recomenda medidas como fechar janelas, usar óculos de sol, evitar esfregar os olhos e recorrer a lágrimas artificiais ou compressas frias. “E, se todas estas medidas não funcionarem, consultar o oftalmologista para a introdução de uma medicação que vai resolver a situação”, acrescenta.

A concentração de pólenes tende a aumentar entre abril e junho, o que reforça a importância da prevenção e do acompanhamento médico adequado.

Fonte: Lusa

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