Segundo a OPP, a saúde menstrual vai além da ausência de doença, abrangendo também o bem-estar físico, psicológico e social. Para isso, é essencial garantir acesso a informação rigorosa, produtos menstruais, condições de higiene e privacidade, assim como a serviços de saúde preparados para vigiar, diagnosticar e tratar possíveis problemas associados ao ciclo menstrual.
O documento cita dados da Direção-Geral da Saúde, que apontam que quase 40% das mulheres inquiridas dizem não ter informação suficiente sobre saúde menstrual, e mais de 30% afirmam ter faltado à escola ou ao trabalho no último ano devido a sintomas menstruais. Além disso, 12,8% referem não ter acesso a produtos menstruais em quantidade suficiente para assegurar uma higiene adequada.
A OPP alerta ainda para o impacto do estigma e da desinformação, que alimentam sentimentos de vergonha e contribuem para a chamada pobreza menstrual, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar de alguns avanços, o documento sublinha que a saúde menstrual continua a ser um tema marcado por preconceitos e práticas discriminatórias, com efeitos negativos na saúde, nas relações e na produtividade de quem menstrua.
Entre outras recomendações, a Ordem apela ao reforço da literacia em saúde menstrual, à integração do tema nos cuidados de saúde e ao combate ao estigma, sublinhando a urgência de políticas públicas que garantam dignidade a todas as pessoas que menstruam.
Fonte: Lusa


