População abrangida pela ULS de Coimbra regista envelhecimento e mortalidade superior à média nacional

29/05/25
População abrangida pela ULS de Coimbra regista envelhecimento e mortalidade superior à média nacional

Após efetuar o perfil da população, a Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra salienta que a taxa bruta de mortalidade e o índice de envelhecimento superam a média nacional. A mortalidade infantil mantém uma tendência decrescente, inferior à média do continente.

Segundo o estudo, Pampilhosa da Serra, no interior do distrito de Coimbra, é um dos concelhos com piores índices. 

Segundo o estudo, as principais causas de morte continuam a ser as doenças do aparelho circulatório, neoplasias, doenças respiratórias e cerebrovasculares, refletindo o peso crescente das doenças crónicas. A esperança média de vida situa-se nos 83,2 anos, embora com disparidades regionais acentuadas: desde os 76,9 anos para homens, num dos concelhos, até aos 87,2 anos para mulheres, noutro.

O saldo fisiológico mantém-se negativo (-2.271 nascimentos), refletindo uma taxa de natalidade baixa (6,7%) "e um índice sintético de fecundidade de apenas 1,32 — insuficiente para assegurar a substituição geracional".

O estudo evidencia, também, que as principais morbilidades identificadas são as dislipidemias (18,9%), excesso de peso (14,9%), hipertensão arterial (12,7%), perturbações depressivas (9,3%) e diabetes mellitus não insulinodependente (5,2%). Entre os determinantes de saúde, destaca-se a prevalência de excesso de peso/obesidade (24,2%), o consumo de tabaco (6,5%) e o consumo crónico de álcool (1,1%).

Após uma análise dos dados obtidos, a ULS de Coimbra assume como prioridades de Saúde Pública para 2025/2026 o combate à obesidade infantil e à cessação tabágica.

"Do ponto de vista socioeconómico, enfrentamos desafios estruturais: a baixa natalidade, o envelhecimento populacional, e as desigualdades no acesso a recursos essenciais como água potável, saneamento básico e transporte público, especialmente nas áreas mais isoladas", refere o comunicado.

Entre os números obtidos, entende-se que quase 9% dos cerca de 408 mil utentes não têm médico de família atribuído.

A ULS de Coimbra frisa ainda que a dispersão geográfica e a ausência de transporte público dificultam o acesso aos serviços de saúde, agravando as desigualdades entre concelhos.

Neste contexto, "o desenvolvimento de respostas em proximidade como as unidades de feridas complexas, unidades de Oftalmologia, equipas comunitárias de Saúde Mental, unidades de audiologia e reabilitação vestibular, reforço dos equipamentos de raio X e análises clínicas, centros de atendimento clínico e parcerias com o setor social representam ganhos substantivos para a população".

Fonte: LUSA

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