SNS Grávida: 172 mil mulheres foram triadas desde o arranque

29/05/25
SNS Grávida: 172 mil mulheres foram triadas desde o arranque

Desde o início do projeto, há um ano, mais de 170 mil mulheres foram triadas pela Linha SNS Grávida. Os dados da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) mostram que a maioria foi reencaminhada para serviço de urgência.

Desde que se iniciou este modelo das urgências obstétricas e ginecológicas, foram realizadas mais de 107 mil triagens a utentes grávidas ou com queixas ginecológicas. Destas, cerca de 74 100 utentes foram encaminhadas para serviço de urgência, cerca de 23 500 para Cuidados de Saúde Primários e cerca de 4 600 foram aconselhadas a ficar em autocuidados.

De acordo com os dados, ainda 3 600 utentes foram encaminhadas para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e cerca de 1300 para consulta aberta hospitalar pela Linha SNS Grávida, uma medida do Plano de Emergência e de Transformação da Saúde.

Em abril, o presidente da Comissão Nacional de Saúde da Mulher, Criança e Adolescente, Alberto Caldas Afonso, explicou que o objetivo do projeto-piloto SNS Grávida foi dar “uma resposta em tempo útil” às grávidas. Segundo o especialista, o objetivo foi conseguido: “O que importa agora conseguir é melhorar a qualidade da prestação de serviços. Não há razão nenhuma para que todos os hospitais não tenham acesso a este modelo para triagem”.

Contudo, esta medida gerou críticas da Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto (APDMGP) que denunciou este mês a crescente dificuldade das grávidas em agendar consultas nos Cuidados de Saúde Primários, resultando na falta de exames essenciais durante o primeiro e segundo trimestres.

“Atualmente, em Portugal, as grávidas têm cada vez menos acesso a Cuidados de Saúde Primários”, não conseguindo agendar consulta quando descobrem que estão grávidas, referiu a associação em comunicado, salientando que esta é uma das queixas que recebe mais frequentemente.

Numa primeira fase, o projeto-piloto do SNS Grávida abrangeu os hospitais de Santa Maria, São Francisco Xavier, Amadora-Sintra, Loures e Cascais, bem como as unidades de Vila Franca de Xira, Santarém, Abrantes, Caldas da Rainha e Leiria.

Fonte: LUSA

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