A investigação, liderada por Jun Chen, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), baseou-se na análise de amostras de caligrafia obtidas através de uma caneta personalizada, que converte os movimentos da escrita em sinais elétricos — tanto na superfície como no ar. Estes dados são posteriormente analisados por uma rede neural, que identifica padrões associados à doença.
Os resultados demonstraram que o dispositivo é capaz de distinguir de forma eficaz a escrita de pessoas com doença de Parkinson daquelas sem a patologia, revelando-se uma ferramenta potencialmente útil para diagnósticos mais precoces e objetivos.
Além da elevada precisão, os investigadores destacam o baixo custo e a facilidade de distribuição desta tecnologia, o que poderá beneficiar populações em regiões com acesso limitado a cuidados de saúde especializados.
A equipa sublinha, contudo, a necessidade de estudos futuros que validem o dispositivo em amostras mais alargadas e explorem a sua capacidade para monitorizar a progressão da doença.
Atualmente, a doença de Parkinson afeta cerca de 10 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo a segunda doença neurodegenerativa mais comum e com crescimento mais rápido. Os sintomas típicos incluem tremores e alterações motoras, e o diagnóstico baseia-se frequentemente na observação clínica, um método que os autores consideram subjetivo e dependente da experiência do médico.
Fonte: Lusa


