Entre 2018 e 2022, as horas suplementares aumentaram 51,2%, com uma média de crescimento anual de 1,7 milhões de horas. Os três maiores centros hospitalares — Coimbra, Lisboa Norte e Lisboa Central — concentraram 20,1% desse volume em 2022. Já o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) destacou-se pela maior sobrecarga de trabalho extraordinário por profissional, com apenas 36% do tempo necessário coberto por médicos do quadro.
Enfermeiros, médicos especialistas, assistentes operacionais e internos representaram quase 80% das horas suplementares. A PlanApp estima que os médicos seriam responsáveis por mais de 20% das necessidades adicionais de contratação, com a região de Lisboa e Vale do Tejo a evidenciar maior carência.
O estudo alerta que o uso excessivo de horas extraordinárias é “insustentável a longo prazo”, afetando a vida pessoal dos profissionais, dificultando a sua permanência no SNS e comprometendo a qualidade do trabalho em equipa e dos cuidados prestados. Por isso, a PlanApp defende uma estratégia nacional de planeamento, formação e qualificação, adaptada às realidades regionais e às necessidades de cada grupo profissional.
Fonte: Lusa


