Em Portugal, entre as 928 484 pessoas identificadas como estando em risco, 18 578 casos são desencadeados por infeções provocadas pela helicobacter pylori, uma bactéria que vive e infeta o estômago e está diretamente associada ao desenvolvimento do cancro gástrico.
Face a estes números, os autores do estudo defendem um investimento reforçado em
estratégias de prevenção, com particular foco em programas de rastreio e tratamento precoce das infeções por helicobacter pylori. Segundo os investigadores, a implementação destas medidas em larga escala pode reduzir até 75% dos casos de cancro gástrico.
Para fazerem as estimativas, os investigadores analisaram dados sobre a incidência de cancro gástrico em 185 países em 2022, juntamente com projeções da mortalidade específica para um grupo de pessoas nascidas no mesmo período baseadas em dados demográficos das Nações Unidas.
Os resultados deste estudo estimam que, na ausência de intervenção, 15,6 milhões de pessoas nascidas no mundo entre 2008 e 2017 provavelmente serão diagnosticadas com cancro do estômago durante a vida.
Os autores do estudo ressalvam que as estimativas são limitadas pela qualidade e cobertura dos dados, particularmente em locais com poucos recursos, onde os registos de cancro são incompletos ou inexistentes.
A publicação pode ser consultada aqui.


