A equipa multidisciplinar da ULSAS foi acompanhada nestes procedimentos por um especialista da Fundação Champalimaud, Henrique Nabais.
“Correu muito bem, as pacientes tiveram alta no dia seguinte. A capacidade visual do robot é impressionante e o acesso aos espaços anatómicos também é superior, o que resulta numa maior precisão do movimento”, resume Berta Lopez, ginecologista da ULSAS, que fez parte dos dois procedimentos realizados, a par com as especialistas em Ginecologia Inês Neves Gomes e Vera Sousa.
Em relação às mais-valias da cirurgia robótica para as utentes, Berta Lopez enumera as principais: recuperação mais rápida, pós-operatório menos doloroso, menor risco de complicações, menos tempo de internamento e, por conseguinte, menos infeções associadas à hospitalização.
Sabe-se que este projeto teve um investimento de 1,9 milhões de euros, em outubro de 2024, para realização de cirurgia robótica assistida, financiado pela União Europeia – NextGenerationEU. Entretanto, foi realizada a formação de profissionais e a cirurgia robótica arrancou no final de fevereiro, com as especialidades de Cirurgia Geral e de Urologia. Juntou-se, entretanto, a Otorrinolaringologia e, agora, a Ginecologia.


