De acordo com os coordenadores da formação, cerca de 80% dos adultos apresentam pelo menos uma queixa relacionada com o sono ou sofrem de um distúrbio não diagnosticado, como insónia ou apneia do sono.
“O crescente interesse global na área da Medicina do Sono decorre do aumento da prevalência das perturbações do sono, agravado pelo envelhecimento da população, pela pandemia da obesidade e pela COVID-19”, explica a coordenadora do curso, Amélia Feliciano. “Há uma necessidade urgente de profissionais devidamente qualificados, pois os centros de sono em toda a Europa enfrentam uma escassez de especialistas.”
Susana Falardo, cocoordenadora, destaca os efeitos graves de uma má qualidade de sono: “Uma noite mal dormida pode afetar tanto o organismo quanto o consumo de álcool, comprometendo a coordenação motora, o raciocínio e a memória.”
Apesar da sua relevância clínica e científica, a Medicina do Sono ainda não é reconhecida como uma especialidade médica autónoma em muitos países europeus, incluindo Portugal. Assim, as perturbações do sono são frequentemente abordadas por profissionais de diferentes áreas, o que reforça a necessidade de uma formação transversal e especializada.
A pós-graduação em Sono da FM-UCP destina-se a médicos, dentistas, técnicos de saúde, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais interessados em aprofundar os seus conhecimentos sobre os mecanismos do sono, as doenças associadas e as possíveis intervenções terapêuticas e educativas.


