Apesar do cenário alarmante, o GECP destaca os avanços na área dos tratamentos. As terapias alvo e a imunoterapia têm vindo a alterar significativamente o prognóstico de muitos doentes, permitindo um controlo mais eficaz da doença, mesmo em fases avançadas.
“A Medicina de precisão veio revolucionar o tratamento do cancro do pulmão, trazendo terapêuticas mais eficazes, menos agressivas e melhor toleradas”, afirma Daniela Madama, médica pneumologista e membro da Comissão Científica do GECP. “Hoje conseguimos oferecer opções ajustadas às características biológicas de cada tumor, o que tem impacto direto na sobrevivência e na qualidade de vida.”
Entre 2003 e 2023, a mortalidade prematura ,em pessoas com menos de 65 anos, associada ao cancro do pulmão caiu de 37,3% para 27,7%, refletindo os avanços clínicos e diagnósticos da última década.
A comunidade médica celebra também o arranque de dois projetos-piloto de rastreio do cancro do pulmão em Portugal, que permite detetar casos em fases mais precoces. “É um passo fundamental para aumentar as hipóteses de cura e reduzir a mortalidade”, sublinha a especialista.
Para assinalar o Dia Mundial do Cancro do Pulmão, o GECP lança o vídeo “O Cancro do Pulmão em Portugal”, nas redes sociais, onde alerta para os sintomas da doença.


