ANL propõe “Laboratório de Serviço” para reforçar a saúde pública e descongestionar urgências

30/08/25
ANL propõe “Laboratório de Serviço” para reforçar a saúde pública e descongestionar urgências

A Associação Nacional dos Laboratórios Clínicos (ANL) apresentou ao Ministério da Saúde e outras entidades do setor (Direção-Geral da Saúde, Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde e Administração Central do Sistema de Saúde) o projeto “Laboratório de Serviço”. Esta iniciativa inovadora visa criar uma rede de laboratórios convencionados com funcionamento em horários alargados, incluindo noites e fins de semana, à semelhança do modelo das farmácias de serviço.

O principal objetivo é reforçar a resposta em saúde pública, garantir o acesso a análises clínicas fora do horário regular, descongestionar as urgências hospitalares e aumentar a resiliência do sistema de saúde em situações de emergência.

Nuno Castro Marques, Diretor-Geral da ANL, sublinha que o “Laboratório de Serviço” representa uma “solução prática, acessível e eficiente, sem necessidade de novos investimentos públicos em termos de infraestrutura”, com o potencial de “transformar a resposta assistencial e de saúde pública em Portugal”.

O projeto assenta em três pilares fundamentais:

-Acessibilidade e Proximidade: Facilitar o acesso dos cidadãos a análises clínicas de forma cómoda e atempada, promovendo a equidade territorial e evitando deslocações desnecessárias a urgências.

-Vigilância Epidemiológica Contínua: Integrar ativamente os laboratórios nos sistemas de vigilância, com reporte automático de doenças de declaração obrigatória (via SINAVE) e partilha de dados em tempo real com as autoridades de saúde.

-Resposta a Emergências Sanitárias: Estabelecer protocolos de atuação em caso de surtos, epidemias ou pandemias, com capacidade de escalar rapidamente a triagem nacional, em linha com as recomendações do European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC).

O modelo será testado num projeto-piloto, em área geográfica a ser definida com o Ministério da Saúde, para avaliar o seu impacto na redução da afluência às urgências, na qualidade da vigilância epidemiológica e na prontidão da resposta a emergências.

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