Jovens farmacêuticos propõem mudanças e soluções na residência farmacêutica para reforço do SNS

04/09/25
Jovens farmacêuticos propõem mudanças e soluções na residência farmacêutica para reforço do SNS

A Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos (APJF) entregou à Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) um documento de posicionamento sobre a residência farmacêutica. Como declara Maria  Lourenço, vice-presidente da APJF, “a residência farmacêutica é mais do que uma etapa no papel. É a base da especialização dos jovens farmacêuticos e um investimento direto na qualidade dos cuidados de saúde”. A APJF propõe agora medidas para corrigir as fragilidades de um sistema com dois anos de implementação.

Esclarecendo, em comunicado,  o objetivo maior do documento de posicionamento da APJF, Maria Lourenço afirma que se trata de um “contributo construtivo para a implementação de medidas urgentes de forma a corrigir desigualdades, reforçar a formação e garantir que o SNS valoriza o papel do farmacêutico em benefício dos cidadãos”.

Recorde-se que a residência farmacêutica, implementada em 2023,  foi concebida para formar especialistas em farmácia hospitalar, análises clínicas e genética humana. Dois anos depois, a experiência revela fragilidades que a APJF considera urgente corrigir: a ausência de regulamentação própria, a falta de transparência no processo de acesso e colocação de vagas, desigualdades entre instituições formadoras e o risco de utilização dos residentes como mão-de-obra para colmatar carências nos serviços do SNS.

O documento agora divulgado defende a publicação imediata do regulamento previsto no Decreto-Lei n.º 45/2025, que deve reforçar regras claras de funcionamento e de comunicação entre residentes, orientadores e a Comissão Nacional da Residência Farmacêutica. Propõe também a revisão do método de seriação, a criação de uma segunda fase de acesso e mecanismos que garantam o preenchimento efetivo das vagas, evitando que candidatos e serviços fiquem excluídos por falhas no sistema atual.

O documento sugere ainda a revisão dos programas formativos, com maior autonomia na escolha de estágios, integração em escalas de urgência e uniformização nacional dos critérios de avaliação.

O posicionamento aborda também questões contratuais e de carreira, para garantir perspetivas de futuro aos farmacêuticos que terminam a Residência é essencial para a sustentabilidade do SNS.

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