Graça Freitas entrou diariamente na casa dos portugueses, acalmou e suscitou críticas, para se proteger evitava ouvir e ver noticiários, foram os familiares e amigos que a informaram das reações nas redes sociais. Confessa que não gostou do que ouviu e só se apercebeu que corria perigo quando começou a ter acompanhamento policial.
Quanto à comunicação admite que foi importante nos primeiros seis meses, contudo, se voltasse atrás teria reduzido o número de conferências de imprensa. Os comentadores não especializados que surgiram na comunicação social surpreenderam-na pela negativa, acredita que o facto de ser mulher desencadeou uma critica, ainda, mais severa.
Foi presidente da Comissão Técnica de Vacinação desde 1998 e coordenou outros programas de Saúde Pública, nas áreas da promoção/proteção e prevenção da doença. Sobre o plano de vacinação adotado para combater a epidemia não tem dúvidas que foi a melhor opção e considera que atualmente os grupos de risco devem continuar a ser vacinados.
Entrevistada pela jornalista Paula Castanho, Graça Freitas confessou que nunca ponderou abandonar o cargo apesar da dificuldade do momento e de estar a concluir um tratamento oncológico que lhe causou uma reação adversa: "Quando temos uma doença destas a hora incerta começa a ser mais certa. Pensava na morte mas sempre achei que tinha um dever, um compromisso". Compromisso que cumpriu até ao fim, com sentido de missão.
Assista à entrevista na integra aqui.


