A utilização desta abordagem em duas frentes permitirá assim elevar a média anual de tratamento de 2,2% para 10% e erradicar a doença nos países estudados.
"Este estudo demonstra que um diagnóstico e tratamento bem-sucedidos de uma pequena parcela dos doentes pode contribuir de forma significativa para a redução dos encargos com a doença em Portugal. A maior redução na morbidade e mortalidade relacionadas com o VHC ocorre quando o tratamento aumentado é combinado com terapias de maior eficácia, geralmente em conjunto com mais diagnósticos. Contudo, para Portugal esta situação requer um aumento de 3 a 5 vezes no diagnóstico e/ou tratamento, uma vez que o número de casos não identificados é superior 40 mil", explica Rui Tato Marinho, médico gastrenterologista, citado em comunicado.
O estudo, financiado por uma bolsa da Gilead Sciences, demonstra ainda que o diagnóstico e tratamento bem-sucedidos podem contribuir de forma significativa para a redução dos encargos da doença em Portugal. A hepatite C é a principal causa de transplante do fígado na União Europeia, sendo responsável por 62% de todos os custos de doença hepática em fase terminal associados aos transplantes.
Um estudo, publicado recentemente no Journal of Viral Hepatitis e apresentado no início do Internacional Liver Meeting, concluiu que um maior acesso a terapêuticas de maior eficácia no tratamento da hepatite C (VHC) pode levar a uma redução substancial de 90% no total de população infetada com o vírus até 2030.

