Com um investimento de perto de um milhão de euros, verba financiada pelo QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional - e por receitas próprias, o Observatório de Nanopartículas possui equipamento e tecnologia de última geração. A título de exemplo, um aparelho capaz de detetar, captar e quantificar os diversos tipos de nanopartículas suspensas no ar para as quais o pulmão não funciona como filtro, entrando diretamente na corrente sanguínea.
As nanopartículas estão presentes em ambientes insuspeitos, onde não há manipulação direta de nanopartículas, consequência apenas de processos industriais convencionais.
O novo Observatório é constituído por uma equipa multidisciplinar (Engenharia, Farmácia, Medicina, Bioquímica, etc.) de oito investigadores doutorados que já promovem ações junto de indústrias de todo o país, especialmente metalomecânicas, para obter o que podemos denominar de "ciclo completo das nanopartículas, isto é, desde a identificação, quantificação e caracterização, até ao impacto que têm na saúde humana e nos ecossistemas", explica Teresa Vieira, coordenadora do novo Observatório, citada em comunicado.
Com a informação obtida nos estudos em curso, o Observatório da Nanopartículas pretende ainda publicar um Prontuário das Nanopartículas para apoiar novos estudos e, considerando a ausência de legislação na matéria, contribuir para a definição de limites legais de níveis de nanopartículas presentes na indústria e no ambiente.
Identificar os diferentes tipos de nanopartículas existentes e avaliar os seus efeitos na saúde humana e nos ecossistemas, visando a proteção do trabalhador e das populações em geral, é a grande missão do Observatório de Nanopartículas da Universidade de Coimbra (UC), o primeiro do País.

