Especialistas discutem o tratamento da hepatite C

19/05/14

hepatite c 5ad3bNo próximo dia 22 maio vai realizar-se o Fórum Hepatite C – Vamos curar a Hepatite C em 2014, no Centro de Reuniões do Museu do Oriente em Lisboa. As consequências da hepatite C não tratada será um dos temas abordados nesta reunião.


Segundo o chairman da Reunião, Prof. Fernando Ramalho, em Portugal 150 mil pessoas estão cronicamente infetados com o vírus da hepatite C, dos quais 20-40% irão desenvolver cirrose hepática e / ou tumor maligno do fígado. Em 2030 haverá um incremento de 80% das doenças relacionadas com o vírus da hepatite C relativamente a 2013, com aumento de 40% do número de cirroses hepáticas e 70% do cancro do fígado. Este panorama em 2030 implicará um custo para Portugal de 2.1 biliões de Euros. Atualmente Portugal gasta 70 milhões de Euros com as complicações da hepatite C com um aumento das necessidades de transplante hepático que custa ao nosso país mais de 100 mil Euros por doente.


Mas, Fernando Carvalho, diz também que "2014 é um ano em que se abriu uma porta para o futuro do tratamento da hepatite C com novos fármacos que têm de características comuns, maior eficácia que a terapêutica anual (quase 100% vs 60-70%) acompanhada de menor tempo de tratamento e menos efeitos adversos".


A Agência Europeia do Medicamento aprovou em janeiro de 2014 o primeiro fármaco da nova geração a ser utilizado na hepatite C, pelo que na perspetiva do chairman deste fórum, face ao desenvolvimento de novas moléculas que anunciam a cura para a Hepatite C, põem-se também novos desafios. Nas suas palavras, "por um lado a responsabilidade ética de não deixarmos de tratar estes doentes e dar-lhe a possibilidade de pela primeira vez atingirem a cura com tempo de tratamento mais reduzido e menores efeitos secundários. Por outro, a responsabilidade cívica de saber como pagar estes tratamentos sabendo que os recursos são limitados na atual situação portuguesa".

 

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