O protocolo foi assinado no âmbito do Congresso da Fundação Portuguesa do Pulmão, encontro científico que juntou sociedade civil, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, cardiopneumologistas e outros técnicos de saúde e que decorreu entre 5 e 6 de junho, em Lisboa.
Em comunicado, Teles de Araújo, presidente da FPP, explica que "este protocolo é um passo muito importante para garantir a evolução positiva dos cuidados prestados nos programas de reabilitação respiratória. A Fundação vai avaliar estes programas e os resultados alcançados na saúde dos doentes. A reabilitação respiratória é uma componente fundamental no tratamento dos doentes respiratórios crónicos e permite, também, uma diminuição nas consultas não programadas, idas à urgência e internamentos".
Será avaliada a melhoria significativa da qualidade de vida e tolerância ao esforço por parte dos doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) sintomáticos, bem como, com outras doenças respiratórias crónicas em fase estabilizada e em que está indicada a Reabilitação Respiratória.
"Esta monitorização do Programa de Reabilitação Respiratória pretende ajudar a reforçar a qualidade, a acessibilidade, a universalidade e a equidade dos cuidados assistenciais, bem como, ajudar na tomada de posições junto dos poderes públicos para adoção de medidas de interesse coletivo, que dê resposta à muito diminuta oferta de Programas de Reabilitação Respiratória, nomeadamente de proximidade", diz o especialista citado no mesmo comunicado.
Apesar da reabilitação respiratória ser uma componente fundamental no tratamento do doente respiratório crónico, Portugal revela uma das mais baixas taxas estimadas de doentes em Programa de reabilitação respiratória que se conhece, com apenas cerca de 0,1%.
A reabilitação respiratória é uma intervenção interdisciplinar, abrangente e integrada, que é indicada como parte integrante do tratamento de doentes com DPOC sintomáticos, bem como com outras doenças respiratórias crónicas. Os benefícios da reabilitação respiratória são a redução dos sintomas de fadiga e dispneia, reversão da ansiedade e depressão associadas, melhoria da tolerância ao esforço, melhoria na capacidade para a realização das tarefas da vida diária.
O AIR Care Centre, inaugurado em abril pela Linde Saúde, é o primeiro Centro de Reabilitação Respiratória de proximidade a prestar serviços ao doente respiratório crónico, focados na reabilitação respiratória, de forma integrada e interdisciplinar. Esta intervenção baseia-se em três pilares, avaliação e controlo clinico, exercício e educação do doente, a qual disponibilizará aos doentes respiratórios soluções inovadoras, eficientes e reconhecidas, que pretendem a diminuição das incapacidades físicas e psicológicas causadas pela doença respiratória e a alteração comportamental.
A Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) estabeleceu um protocolo com a Linde Saúde sobre o primeiro centro especializado em reabilitação respiratória AIR Care Center, que visa a avaliação anual dos resultados da reabilitação respiratória nos doentes assistidos neste Centro.

