Sociedade Portuguesa de Cardiologia assinala 65 anos com mensagem de alerta

09/07/14

Sociedade Portuguesa de Cardiologia assinala 65 Anos com mensagem de alertaA Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) comemora hoje, dia 9 de julho, o seu 65.º aniversário, numa história que fica marcada pelo combate permanente aos fatores de risco cardiovascular e pelas inovações tecnológicas que, nos últimos anos, levaram ao aumento exponencial da esperança média de vida e a uma progressiva diminuição da mortalidade por doença cardiovascular.



No entanto, dados mais recentes revelam que as novas gerações poderão ter uma esperança média de vida inferior à dos seus progenitores, sendo necessário centrar as atenções nos fatores de risco. A mensagem é de José Silva Cardoso, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, que reitera que os portugueses têm de voltar a readquirir hábitos perdidos e adotar um estilo de vida mais saudável.

"Apesar do decréscimo progressivo da mortalidade cardiovascular, sobretudo pelo melhor controlo da hipertensão arterial, da dislipidemia e do tabagismo, a verdade é que a doença cardiovascular ainda se mantém como primeira causa de morte em Portugal e no resto do mundo. Nos anos mais recentes temos vindo a adotar um estilo de vida mais sedentário, com menos atividade física e isso terá, necessariamente, efeitos muito negativos no diagnóstico da saúde cardiovascular", alerta o especialista.

Assumindo que a aposta terá de passar pela adoção de comportamentos preventivos, o presidente da SPC reconhece que há cada vez mais pessoas a praticar exercício nas ruas, mas que ainda assim continuam a ser em maior número aquelas que não praticam qualquer tipo de atividade física. Além disso, relembra, "abandonámos a dieta mediterrânica, uma das nossas grandes riquezas, um caminho que é urgente inverter, sob risco de comprometermos seriamente o futuro".

Para contrariar os números relativos à população portuguesa que sofre de excesso de peso e hipertensão arterial, colesterol elevado e diabetes, entre outros fatores de risco cardiovascular, o presidente da SPC aponta as ações junto do público mais jovem como prioritárias, sublinhando que o trabalho nas escolas deve intensificar-se e materializar-se em medidas concretas, como a proibição de máquinas de venda automática nas instituições de ensino e a adoção de ementas nutricionalmente mais equilibradas.

 

Partilhar

Publicações