O medicamento representa uma nova opção terapêutica na prevenção do AVC em doentes com fibrilhação auricular, com evidência de superioridade na eficácia, segurança e na redução da mortalidade total, suportada por um dos maiores programas de investigação clínica em anticoagulação.
O fármaco atua como inibidor direto do fator Xa, uma proteína chave da coagulação sanguínea. Desta forma, previne a ocorrência de eventos tromboembólicos e a coagulação do sangue. Não requer a monitorização do Rácio Normalizado Internacional (INR) e não são conhecidas restrições dietéticas.
O AVC é a primeira causa de morte em Portugal, e cerca de 34% dos casos são devidos a fibrilhação auricular. Estudos recentes demonstram que apenas 38% dos doentes com fibrilhação auricular recebem tratamento e, destes, apenas 10% recebem o tratamento adequado.
A Bristol-Myers Squibb e a Pfizer anunciaram que o apixabano será comparticipado em Portugal. Indicado para a prevenção de acidente vascular cerebral e embolismo sistémico em doentes adultos com fibrilhação auricular não valvular, começa a ser comercializado a 1 de agosto.

