APCL lança campanha no Facebook

23/09/14
campanha 93794A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) lançou na sua página de Facebook uma campanha de agradecimento dirigida a todos os que contribuem para o tratamento e acompanhamento dos doentes com leucemia mielóide crónica (LMC). "Obrigado. Estamos vivos e felizes" é o mote da campanha que começou esta segunda-feira, 22 de setembro, e que marca o Dia Internacional da LMC, uma doença oncológica que em Portugal atinge cerca de 1.400 pessoas.


A campanha estará no ar com uma aplicação que permitirá enviar postais de agradecimento às pessoas e entidades que têm vindo a contribuir para a vida dos doentes, sejam profissionais de saúde, governantes, familiares, amigos ou apoiantes da causa. Esta aplicação permitirá também que qualquer utilizador da rede social possa enviar um postal de agradecimento a alguém de quem goste, com uma imagem alusiva ao tema, podendo assim também o público em geral participar ativamente neste agradecimento conjunto.


A campanha é uma forma de os doentes com LMC agradecerem a quem os acompanha diariamente e contribui para o seu tratamento, e apela também à importância das autoridades de saúde continuarem a olhar pelo seu futuro assegurando a prestação dos melhores cuidados de saúde e o acesso às terapêuticas mais adequadas.


A leucemia mielóide crónica é uma doença que resulta de uma alteração adquirida – não presente no nascimento – do ADN de uma célula estaminal medular. Ocorre quando uma célula mãe pluripotencial produz células que se vão acumulando, ou seja, duram mais tempo do que as células normais, e que, por isso, passam para o sangue periférico e baço. No início do estudo da doença, o único tratamento possível era o transplante de medula óssea. Atualmente existem tratamentos que o doente pode fazer em casa, através da toma de um medicamento oral, que vieram alterar significativamente a evolução da doença, em benefício dos doentes, que podem hoje seguir um modo de vida normal e sem demais restrições.


A comunidade internacional de investigadores na área da hematologia está já a desenvolver estudos no sentido de proporcionar a oportunidade de alguns destes doentes com LMC poderem, até, interromper o tratamento mantendo a sua doença controlada. Para isso importa, cada vez mais, o doente ter acesso a informação sobre como a sua doença está a evoluir, qual o tipo de resposta que está a ter ao tratamento e de que forma pode colaborar para melhorar os resultados obtidos.


É por todo este esforço que vai desde os investigadores, passando pelos médicos, enfermeiros, farmacêuticos, familiares, amigos e até da população portuguesa que a campanha da APCL se apresenta com o mote "Obrigado. Estamos Vivos e Felizes".

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