Novartis revelou dados sobre o tratamento da esclerose múltipla

10/10/14
novartis 37a71 8e7be cb85aDurante o ECTRIMS – European Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis, que decorreu em Boston, nos EUA, a Novartis revelou novos dados relativos ao tratamento de doentes com esclerose múltipla (EM) tratados com fingolimod, um fármaco aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) como parte importante para o tratamento desta doença.



Os novos dados permitem demonstrar que a perda de volume cerebral está associada à progressão da incapacidade a longo prazo e que os doentes com esclerose múltipla tratados com fingolimod apresentam menores taxas de perda de volume cerebral e, principalmente, que essas taxas se mantiveram estáveis ao longo do tempo.


O cérebro humano tende a perder volume com a idade, mas o doente com EM perde volume cerebral três a cinco vezes mais rapidamente do que uma pessoa sem a doença. Essa perda inicia-se precocemente, ainda antes da maioria dos sintomas ocorrerem e está associada à perda da função física e cognitiva.

A perda da função física e cognitiva na EM é impulsionada por dois tipos de lesões, que resultam na perda de neurónios e de tecido cerebral - lesões inflamatórias focais e processos inflamatórios neurodegenerativos mais difusos.


As lesões inflamatórias focais resultam na perda de tecido cerebral e podem apresentar-se clinicamente como surtos. O processo inflamatório generalizado, que passa muitas vezes despercebido, começa no início da doença e está associado a perda de tecido cerebral e perda de funções físicas. Redefinir o que significa 'ausência de atividade da doença' para incluir os quatro parâmetros que medem a atividade da doença medidas, aborda os dois tipos de lesões, permitindo aos médicos uma avaliação mais abrangente e equilibrada da EM e da eficácia do tratamento.


Estima-se cerca de 5000 portugueses sofram de esclerose múltipla, uma doença inflamatória crónica do sistema nervoso central que se manifesta em jovens adultos.

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