Novartis revelou dados sobre o tratamento da esclerose múltipla
10/10/14
Os novos dados permitem demonstrar que a perda de volume cerebral está associada à progressão da incapacidade a longo prazo e que os doentes com esclerose múltipla tratados com fingolimod apresentam menores taxas de perda de volume cerebral e, principalmente, que essas taxas se mantiveram estáveis ao longo do tempo.
O cérebro humano tende a perder volume com a idade, mas o doente com EM perde volume cerebral três a cinco vezes mais rapidamente do que uma pessoa sem a doença. Essa perda inicia-se precocemente, ainda antes da maioria dos sintomas ocorrerem e está associada à perda da função física e cognitiva.
A perda da função física e cognitiva na EM é impulsionada por dois tipos de lesões, que resultam na perda de neurónios e de tecido cerebral - lesões inflamatórias focais e processos inflamatórios neurodegenerativos mais difusos.
As lesões inflamatórias focais resultam na perda de tecido cerebral e podem apresentar-se clinicamente como surtos. O processo inflamatório generalizado, que passa muitas vezes despercebido, começa no início da doença e está associado a perda de tecido cerebral e perda de funções físicas. Redefinir o que significa 'ausência de atividade da doença' para incluir os quatro parâmetros que medem a atividade da doença medidas, aborda os dois tipos de lesões, permitindo aos médicos uma avaliação mais abrangente e equilibrada da EM e da eficácia do tratamento.
Estima-se cerca de 5000 portugueses sofram de esclerose múltipla, uma doença inflamatória crónica do sistema nervoso central que se manifesta em jovens adultos.


