Estudo: mais de metade dos doentes com tumores neuroendócrinos impedidos de trabalhar

10/11/14
Estudo: mais de metade dos doentes com tumores neuroendócrinos impedidos de trabalharOs doentes com tumores neuroendócrinos (TNE) têm de fazer modificações profundas no estilo de vida, incluindo mudanças na sua dieta, trabalho, atividades físicas e vida social. Porém, um dos aspetos mais gritantes destas modificações é o facto de apenas 39% destes terem trabalho. Estes alertas são feitos pelo Grupo de Estudo de Tumores Neuroendócrinos (GE-TNE) da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), com base num estudo do INCA (International Neuroendocrine Cancer Alliance).

O estudo desenvolvido pelo INCA, apresentado no âmbito do Dia Mundial de Sensibilização para esta doença (10 de novembro), indica também que cerca de dois quintos dos doentes com TNE tem dúvidas quanto à forma de lidar e tratar a sua doença; 60% afirmam que a sua saúde emocional foi afetada pela sua doença e, de entre os doentes que não estão a trabalhar, 82% apontam que tal facto se deve à sua doença.

"Esta é a primeira vez que a situação dos doentes com TNE foi quantificada a um nível global, e confirma o impacto devastador que este tipo raro de cancro pode ter nas vidas dos doentes", afirmou Teodora Kolarova, presidente do INCA. "Esperamos que as descobertas deste estudo ajudem as pessoas com este cancro a terem uma voz, e a educar o público e os profissionais de saúde sobre o lado mais humano desta doença", acrescenta.

O estudo teve como objetivo aumentar a compreensão das experiências, necessidades e desafios dos doentes com TNE, e partilhar insights e conhecimentos entre países e regiões para o tratamento avançado dos TNE a um nível global. A pesquisa foi efetuada entre fevereiro e maio de 2014 e incluiu 1.928 doentes de 12 países.


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