Dificuldades económicas prejudicam doentes com fibrose quística

21/11/14
Dificuldades económicas prejudicam doentes com fibrose quísticaA Associação Portuguesa de Fibrose Quística (APFQ) vai organizar no próximo dia 23 de novembro, na Escola Superior de Enfermagem do Porto, uma reunião para assinalar o Dia Europeu da Fibrose Quística, comemorado a 21 de novembro. O evento pretende consciencializar para a importância do diagnóstico precoce e promover a sensibilização da doença junto dos profissionais de saúde e do público em geral.

"A fibrose quística não é uma doença estável, mas sim uma doença que se agrava com o passar do tempo e muitos doentes, devido a dificuldades económicas, não tem acesso aos tratamentos capazes de evitar a progressão da doença. É importante continuar a lutar pelos direitos dos doentes e consciencializar todas as pessoas para a importância do diagnóstico precoce, o único meio capaz de travar a deterioração da função pulmonar", refere Herculano Rocha, pediatra e presidente da direção da APFQ, citado em comunicado.

"Esta reunião será um espaço essencialmente de debate e de partilha de experiências pessoais que tem como objetivo dar continuidade ao esforço da associação em ajudar todos os familiares e doentes com esta doença crónica, que afeta desde recém-nascidos a adultos, tentando sempre minimizar os problemas socioeconómicos que estes enfrentam diariamente", acrescenta.

Sob o mote "Diagnosticar ao nascer para um futuro melhor", o encontro decorre entre as 9h30 e as 17h00 e conta com a presença de diversos profissionais de saúde de todo o País ligados à fibrose quística, bem como de doentes e familiares.

A fibrose quística é uma doença rara estando diagnosticados em Portugal cerca de 400 doentes. É uma doença genética, crónica, de evolução progressiva, que atinge crianças, adolescentes e adultos jovens. A patologia tem carácter multisistémico, já que afeta múltiplos órgãos e sistemas, estando associada a uma grande morbilidade, a uma alta taxa de mortalidade e a uma baixa esperança de vida.

O tratamento da doença tem evoluído bastante nas últimas décadas e o maior exemplo dessa evolução é a esperança média de vida de um doente, que em 1950 era de 10 anos e hoje esse indicador já chega aos 35 anos.

Em 2013, a fibrose quística passou a estar incluída no painel de doenças do Programa Nacional de Rastreio Precoce, através do chamado "teste do pezinho", que é realizado entre o terceiro e o sexto dia de vida.


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