Bayer assinala 25 anos da primeira terapêutica aprovada para o tratamento da esclerose múltipla

12/12/14
Bayer assinala 25 anos da primeira terapêutica aprovada para o tratamento da esclerose múltiplaO interferão beta-1b foi o primeiro medicamento capaz de modificar a evolução da esclerose múltipla. A Bayer assinala a introdução deste fármaco no mercado há 25 anos com um encontro médico intitulado "MS: Back to Basis" (MS de esclerose múltipla em inglês), onde será feita uma perspetiva da evolução das terapêuticas disponíveis para o tratamento de primeira linha da esclerose múltipla em Portugal.

Esta reunião clínica está integrada no programa do Congresso do Grupo de Estudos da Esclerose Múltipla (GEEM) da Sociedade Portuguesa de Neurologia, que se realiza em Lisboa nos dias 12 e 13 de dezembro, em Lisboa.

O interferão beta-1b foi o primeiro medicamento capaz de interferir na história da natural da esclerose múltipla, reduzindo o número e gravidade dos surtos e atrasando a progressão da incapacidade. Durante mais de duas décadas de investigação em torno dos seus efeitos, foi ainda possível identificar mecanismos fisiopatológicos da própria doença, que representam hoje um enorme contributo para o conhecimento da esclerose múltipla.

A farmacêutica também editou testemunhos de vários profissionais de saúde como forma de assinalar os 25 anos do medicamento, uma terapêutica que continua a ser usada por neurologistas no tratamento da esclerose múltipla.

"Os doentes não tinham outra alternativa terapêutica a não ser a corticoterapia para os surtos e a aprovação do interferão beta-1b significou uma enorme esperança", refere Isabel Fonseca Santos, diretora médica da Bayer no seu testemunho. "Apoiamos diversos estudos da iniciativa dos investigadores e fomos dos primeiros países a criar um programa de apoio ao doente para a autoadministração das injeções".

Joaquim Pinheiro, assistente hospitalar de Neurologia, responsável da consulta de doenças desmielinizantes do Centro Hospitalar de Gaia/ Espinho refere: "Era assim o funcionamento no início dos anos 90: tratamento sintomático, de fase aguda mas nada que modificasse a história natural da doença. A situação impressionava mas enfim: não havia mais nada a fazer. (...) Todos estes anos depois continua eficaz e seguro integrando o grupo de fármacos a utilizar em primeira linha. É obra!"


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