Dor oncológica afeta mais de 60 por cento dos doentes
20/01/15
A dor oncológica vai estar em destaque no Convénio da Associação para o Desenvolvimento da Terapia da Dor (ASTOR) e 22.as Jornadas da Unidade de Dor do Hospital Garcia de Orta, a decorrer na Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa, a 30 de janeiro. Promovido pela ASTOR, o evento reúne centenas de profissionais de saúde num espaço de informação e debate de propostas de melhoria no âmbito do diagnóstico e tratamento da dor crónica e aguda e da dor no doente oncológico. "A dor oncológica, considerada pela Organização Mundial de Saúde, como uma emergência mundial, pode afetar entre 60 a 80 por cento dos doentes com cancro, nomeadamente na fase mais avançada da doença. Esta dor pode ser causada pelo tratamento instituído para a doença, como a radioterapia e quimioterapia, ou pelo próprio desenvolvimento do tumor", esclarece Beatriz Craveiro Lopes, membro da direção da ASTOR e Diretora da Unidade de Dor do Hospital Garcia de Orta.
E acrescenta ainda, em comunicado, que: "A dor não tratada causa muito sofrimento, por isso, o doente deve procurar o seu médico em vez de deixar a sua dor prolongar-se, porque o início tardio do tratamento pode comprometer a sua eficácia. Atualmente já existem terapêuticas em Portugal que permitem controlar a dor, e em algumas situações sem necessidade de recorrer a múltiplos medicamentos, reduzindo assim o risco de interações medicamentosas."
A iniciativa contará ainda com a atribuição do prémio "Grünenthal/ASTOR" que irá nomear, no valor de 2.500 euros, trabalhos relacionados com a Medicina da Dor. No seguimento da temática principal, os participantes poderão participar nos cursos formativos sobre dor na criança, cuidados alimentares no doente com dor crónica, ou avaliação psicomotricista dos doentes com dor.


