Investigação sobre Cancro, AVC e descontaminação da água por medicamentos distingue jovens investigadoras
22/01/15
Serão os exossomas um bom meio para conhecer as populações de células cancerosas e uma via menos invasiva para detetar e monitorizar o cancro? Será possível recuperar o tecido lesionado e as funções motoras e cognitivas após um AVC através da administração de células de pacientes tratadas com nanopartículas contendo ácido retinóico? Conseguir-se-ão desenvolver adsorventes capazes de remover os resíduos de medicamentos psiquiátricos hoje encontrados nas águas tratadas pelas ETARs em todo o mundo? Estes são alguns dos desafios a que se propõem Sónia Melo, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular (IPATIMUP), Universidade do Porto, Raquel Ferreira, do Centro de Investigação em Ciências da Saúde (CICS), Universidade da Beira Interior, e Vânia Calisto, do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), Universidade de Aveiro, as três investigadoras distinguidas na 11ª edição das "Medalhas de Honra L'Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência".
Lançado em 2004, numa parceria da L'Oréal Portugal, Comissão Nacional da UNESCO e Fundação para a Ciência e a Tecnologia, este programa científico incentiva jovens investigadoras que efetuam a sua pesquisa em Portugal, já doutoradas mas com idade até 35 anos (inclusive), a prosseguir estudos originais e relevantes para a saúde e o ambiente.
As três cientistas foram selecionadas entre mais de 100 candidatas por um júri presidido por Alexandre Quintanilha e composto por Cecília Maria Arraiano, Cláudia Pereira, Deolinda Lima, Helena Freitas e Leonor Cancela.
Cada uma das três jovens agora destacadas recebeu hoje, dia 22 de Janeiro, no Pavilhão do Conhecimento, a sua 'Medalha de Honra' e um incentivo de 20 mil euros que visa ajudá-las a prosseguir os seus projetos de investigação.


