"É importante assegurar uma terapêutica anticoagulante adequada para doentes com FA submetidos a cardioversão. Com a varfarina, os doentes apresentam frequentemente desvios do intervalo terapêutico aconselhado de anticoagulação, sendo necessário adiamentos frequentes dos procedimentos ou aumentando o risco de eventos tromboembólicos como o acidente vascular cerebral", refere Riccardo Cappato, M.D., do Centro de Arritmia e Electrofisiologia, da Universidade de Milão, IRCCS Policlínico San Donato, San Donato Milanese, Milan, Itália e co-investigador principal do estudo X-VeRT.
Este foi o primeiro ensaio prospetivo de um novo anticoagulante oral em 1504 doentes com FA submetidos a cardioversão. Os resultados do estudo X-VeRT demonstraram que, quando comparado com o uso de AVK, o rivaroxabano foi associado a uma redução numérica de 50% do risco de eventos cardiovasculares, no objetivo primário de eficácia composto por AVC, acidente isquémico transitório, embolia periférica, enfarte do miocárdio e morte cardiovascular, com um menor risco numérico de hemorragia de 24%.
Os doentes com FA apresentam um ritmo cardíaco irregular, que causa uma circulação do sangue turbulenta e pode levar à formação de trombos. A cardioversão é um procedimento médico comum para a restauração de um ritmo sinusal regular. Sem anticoagulação adequada, estes doentes estão em risco de complicações tromboembólicas, com risco de AVC entre 5-7%.
O rivaroxabano foi descoberto pela Bayer HealthCare e está a ser desenvolvido conjuntamente coma Janssen Research & Developement, LLC.
A Bayer HealthCare atualizou o Resumo das Características do Medicamento (RCM) do rivaroxabano, um novo anticoagulante oral com recomendações específicas sobre cardioversão precoce ou retardada. Este medicamento destina-se aos doentes com fibrilhação auricular não valvular (FA) e assenta num parecer positivo do CHMP – Comité de Medicamentos de Uso Humano. 

