Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em Portugal
09/02/15
O enfarte agudo do miocárdio é a causa da morte de mais de 8 mil portugueses por ano, segundo dados da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC). Esta doença é relembrada a 14 de fevereiro, no Dia Nacional do Doente Coronário. Em Portugal, apesar de algum decréscimo nas últimas décadas, as doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte. O Dr. Carlos Catarino, médico da FPC, comenta o desafio no combate à doença: "Um dos grandes desafios neste início de século é o de travar o flagelo das doenças cardiovasculares. Os números são assustadores, com Portugal a liderar a maior taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares na Europa Ocidental". Salienta também que, "esta situação é facilmente explicada, se tivermos em conta que 70% da população adulta tem colesterol elevado, 20% é fumadora, mais de 30% é obesa, 40% é hipertensa, a maioria é sedentária (somos o país da União Europeia com menos praticantes de atividade física) e o número de diabéticos tem vindo a aumentar consideravelmente."
O principal sinal de alerta do enfarte agudo do miocárdio é a dor no meio do peito, que se pode estender para um ou para os dois braços, para as costas, pescoço, maxilar ou estômago, seguindo-se de outros sintomas como fraqueza ou fadiga inexplicáveis, falta de ar, suores, náuseas, vómitos, palidez e desmaio.
"As artérias coronárias são responsáveis pelo fornecimento de oxigénio ao coração e quando uma destas artérias fica obstruída e impede a passagem do sangue, provoca uma redução de oxigénio no músculo cardíaco, causando lesão e morte celular de parte deste tecido e desencadeando o enfarte agudo do miocárdio", explica o Dr. Severo Torres, coordenador da Unidade de Cardiologia do Hospital Lusíadas Porto.
Este ano, o Dia Nacional do Doente Coronário é dedicado à temática "Como prevenir o Enfarte do Miocárdio". Neste sentido, para prevenir a doença, o especialista recomenda "fazer cinco refeições por dia, privilegiando o consumo de vegetais, fruta, cereais e peixe, beber um litro e meio de água por dia, fazer exercício, dormir cerca de seis a oito horas por dia e evitar bebidas alcoólicas e alimentos salgados ou ricos em gorduras e açúcares".
"O rastreio dos fatores de risco cardiovascular na população assintomática deve ser feito nos homens a partir dos 40 anos e nas mulheres a partir dos 50 anos ou após a menopausa", acrescenta o cardiologista.


