Esclerose sistémica ainda sem tratamento eficaz

11/02/15
Esclerose sistémica ainda sem tratamento eficazConsiderada pelos especialistas como a pior doença na área da Reumatologia, em termos de resposta ao tratamento, a esclerose sistémica ainda não tem um fármaco globalmente eficaz. Esta é uma doença reumática crónica rara de causa desconhecida e muito debilitante.



A esclerose sistémica afeta sobretudo mulheres entre os 40 e os 50 anos e caracteriza-se pelo endurecimento e/ou espessamento da pele, a que se chama fibrose. Esta patologia produz anticorpos dirigidos contra partes do próprio corpo, associada a deposição excessiva de colagénio nos tecidos. Provoca também fibrose de órgãos internos como o pulmão, o coração e os rins.

Perante a falta de opções de tratamento, a aposta deve estar na educação do doente e no rastreio regular. Deve-se recorrer atempadamente a um especialista quando surgem os primeiros sinais ou queixas, para que seja realizado um diagnóstico precoce das complicações, e para que sejam evitadas as consequências mais graves da doença.

Os sinais mais comuns desta doença começam ao nível da microcirculação dos pequenos vasos. A manifestação mais evidente é o fenómeno de Rayanud, que consiste na contração das artérias de pequeno calibre, visível sobretudo nas extremidades do corpo, usualmente nas mãos e nos pés, que passam de branco a roxo, e depois a vermelho e quente.

Esta doença tem vindo a ganhar relevo no plano reumatológico e a confirmar essa importância Portugal vai receber o Congresso Mundial de Esclerose Sistémica em 2016. De 18 a 20 de fevereiro do próximo ano, vão estar em Lisboa os especialistas internacionais de esclerose sistémica.

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