Quatro instituições portuguesas recebem financiamento de 10 milhões de euros

17/02/15
Quatro instituições portuguesas recebem financiamento de 10 milhões de eurosO Instituto de Medicina Molecular (IMM), o InBIO - Rede de Investigação em Biodiversidade e Biologia Evolutiva, a Universidade de Coimbra e a Universidade do Minho - Grupo de Investigação 3B' vão receber cerca dois milhões e meio de euros cada. Trata-se de um financiamento do European Research Area - Chairs (ERA-Chairs), da Comissão Europeia inserido no programa Horizonte 2020.



Foram submetidas 88 propostas das quais 13 foram aprovadas, quatro destas são portuguesas.

Este financiamento internacional pretende fomentar a investigação científica de excelência, bem como aumentar a capacidade de captação de verbas destas entidades. Os projetos terão a duração de cinco anos e permitem atrair investigadores de topo, para que as instituições possam competir com os centros de excelência pertencentes ao Espaço Europeu de Investigação.

Para cada instituição, os investigadores serão selecionados com base em critérios de qualidade e inovação científica, assente nos projetos que desenvolvem com as suas equipas, bem como a sua rede de colaborações internacionais.

No caso do IMM, o projeto EXCELLtoINNOV irá dotar o instituto dos meios necessários para investigação científica, através do recrutamento de um ERA Chair em investigação biomédica translacional na área de imunidade e infeção. Assim, através de esforços colaborativos a nível mundial pretende-se expandir o potencial nacional além-fronteiras, atuar como interface da Europa, América e África, potenciar avanços científicos em imunidade e infeção.

O sucesso desta estratégia baseia-se na implementação de atividades específicas tais como: o desenvolvimento de uma nova frente de investigação em estudos pré-clínicos moleculares e de imagiologia no IMM pelo ERA Chair, que irá beneficiar de uma forma transversal todas as áreas de investigação do instituto.

Através das diferentes atividades sugeridas, o IMM propõe melhorar a sua capacidade para assegurar financiamento competitivo a nível internacional como também contribuir para os objetivos da estratégia de especialização inteligente, através do aumento da atratividade, competitividade e do potencial de inovação do IMM.

"O fortalecimento da área de imunologia e infeção permitirá alavancar a excelência científica em todas as áreas de investigação e desenvolvimento (I&D) do IMM", assegura o Dr. Henrique Veiga-Fernandes, investigador principal e diretor de estratégia institucional do IMM.

O Laboratório Associado InBIO - Rede de Investigação em Biodiversidade e Biologia Evolutiva propõe o projeto EnvMetaGen. Este tem como objetivo ampliar a capacidade de investigação e inovação do InBIO através da metaGenónica Ambiental. Por outro lado, procura fortalecer o potencial de investigação, dos recursos humanos, laboratórios e equipamento de nova geração de sequenciação de genomas do InBIO, apoiando uma linha de investigação na área emergente de metaGenómica Ambiental.

Os resultados poderão ser aplicados na conservação da biodiversidade, controlo de espécies invasoras, avaliação de serviços dos ecossistemas e (bio) monitorização da qualidade ambiental.

O Dr. Pedro Beja, detentor da Cátedra Convidada EDP-Biodiversidade no InBIO acredita que "a EnvMetaGen irá permitir o lançamento de um concurso internacional para a contratação de um investigador de alto nível, bem como a respetiva equipa, de modo promover a massa crítica adequada na área da metaGenómica Ambiental".

"Esperamos que esta área de investigação tenha um impacto tanto a nível regional como nacional e europeu, criando abordagens e metodologias inovadoras e de baixo custo para o estudo da biodiversidade, ecologia e qualidade ambiental", acrescenta o especialista.

O FoReCast, projeto do grupo de Investigação 3B's da Universidade do Minho, tem como principal foco científico o desenvolvimento, por metodologias de engenharia de tecidos, de modelos in vitro tridimensionais (3D) de tecidos tumorais. Estes modelos 3D deverão ser capazes de reproduzir a complexidade da matriz extracelular (ECM). Espera-se que estes modelos reduzam a necessidade de alguns ensaios animais e venham a ter um papel fundamental na avaliação do potencial farmacológico de novas moléculas e, consequentemente, no desenvolvimento de tratamentos mais eficientes e personalizados para esta doença complexa e devastadora.

Neste projeto pretende-se conjugar de forma estratégica o conhecimento adquirido ao longo dos últimos 20 anos nas áreas dos Biomateriais e de Engenharia de Tecidos com a implementação de cinco novas áreas de investigação, nomeadamente: Glicoengenharia para imagiologia tumoral (RL1); Bioinformática (RL2); Engenharia celular (RL3); Nanotecnologias (RL4); e Sinalização celular (RL5).

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