O principal objetivo do estudo centrou-se na avaliação do conhecimento sobre a hipertensão em comparação com os últimos cinco anos e desde 2007, data em que o estudo foi realizado pela primeira vez.
Os resultados apontam para que mais de metade da população portuguesa (56%) considere estar mais informada hoje sobre a hipertensão enquanto problema de saúde pública, do que estava em 2007, ano em que apenas 41% afirmava estar suficientemente informada sobre a doença.
"Ocorreu uma melhoria da perceção das pessoas relativamente aos malefícios da hipertensão e de como podem ser evitados", revela o presidente da SPH e coordenador do estudo, Dr. Fernando Pinto (na fotografia).
O especialista acrescenta ainda que esta melhoria está associada a um "claro declínio da morbilidade e mortalidade, particularmente por AVC, que é de entre as doenças cardiocerebrovasculares a que mais mata entre nós e cujo principal fator de risco é claramente a hipertensão arterial"
O estudo teve também como objetivo avaliar a atitude de médicos e farmacêuticos relativamente ao tratamento e aconselhamento ao público, sobre o qual se concluiu que não há um consenso entre os profissionais de saúde relativamente às causas da hipertensão.
A explicação para o desvio, explicou o presidente da SPH, poderá estar na desadequação das fontes de informação a que os profissionais recorrem, maioritariamente anglófonas, que refletem uma realidade muito distinta da portuguesa, em que a prevalência de AVC assume uma dimensão muito menor do que a registada em Portugal, entre outros fatores.


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"Perceção da População sobre Hipertensão" é o nome do estudo realizado pela Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) à população portuguesa, médicos e farmacêuticos, apresentado a dia 26 de fevereiro, em Vilamoura, no âmbito do 9.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global. 

