DGS apresenta resultados do relatório “Hipertensão Arterial nos Cuidados de Saúde Primários”

08/04/15
DGS apresenta resultados do relatório “Hipertensão Arterial nos Cuidados de Saúde Primários”Os resultados do estudo "Hipertensão Arterial nos Cuidados de Saúde Primário" vão ser apresentados a 15 de abril, pelas 10h30, no auditório do Infarmed. O estudo, apresentado pelo Prof. Doutor Mário Espiga de Macedo, é da responsabilidade do Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares, da Direção-Geral da Saúde (DGS).


Têm sido realizados vários estudos epidemiológicos acerca da hipertensão arterial (HTA) de forma isolada, ou abrangendo outra variáveis associadas. Em todos eles se verificou uma prevalência da HTA em Portugal, próxima dos 42%, e com percentagens não coincidentes para o tratamento e controlo.

Acresce que os especialistas de Medicina Geral e Familiar, os que lidam no dia a dia com os doentes hipertensos, também apresentavam dados diferentes dos estudos epidemiológicos.

Daqui surge a necessidade de estudar no terreno a realidade nacional disponível nos registos clínicos de todas as unidades de saúde do País, agrupadas em ACES. Deste modo, foram analisados os dados registados na população com idade igual ou superior a 18 anos, inscritos nas unidades de saúde e a quem estava atribuído um médico de família, o equivalente a cerca de nove milhões de indivíduos, referentes ao ano 2013.

Além da PA, foram estudadas outras variáveis tais como idade, sexo, peso, altura, obesidade, diabetes, história de enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral, e ainda a medicação anti-hipertensora medicada e antidislipidémica e os resultados clínicos das mesmas.

De um modo geral, de acordo com os dados divulgados pela DGS, a prevalência da HTA encontrada é de 26,9% e esta realidade está a melhorar. É mais elevada no sexo feminino, registando 29,5%, sendo que no masculino são 23,9%. Por sua vez o controlo da HTA é 36,5%.

Salienta-se ainda a assimetria de resultados nas diferentes regiões do País. Na figura abaixo observa-se a grande diversidade de controlo da HTA nos diferentes grupos etários e regiões, sendo que os resultados são significativamente mais positivos no Norte e menos positivos no Algarve.

DGS apresenta resultados do relatório “Hipertensão Arterial nos Cuidados de Saúde Primários”

As conclusões vêm afirmar a necessidade de conhecer melhor a realidade da população portuguesa em relação as variáveis estudadas, assim como a maior ou menor eficácia das práticas médicas ou das condições da sua realização.

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