Sessão Especial “Oncologia e Política de Saúde” revela inquérito sobre as preocupações dos profissionais da área
24/04/15
Os Encontros da Primavera 2015 acolheram hoje "uma sessão especial, paralela aos temas científicos do congresso, sobre um tema que se prende com toda a atividade clínica e científica", como a descreveu o Dr. Sérgio Barroso, presidente do evento.Nesta sessão foram apresentados os resultados de um inquérito desenvolvido em parceria pela Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) e pelos Encontros da Primavera de Oncologia, que procurou perceber as perceções e principais preocupações dos profissionais ligados à Oncologia diariamente.
De acordo com os dados divulgados, 74% dos profissionais de saúde que lidam com a Oncologia defendem que em Portugal existem demasiadas assimetrias regionais no que diz respeito à prevenção, diagnóstico e tratamento do cancro e 53% identificam o acesso à melhor terapêutica de acordo com o estado da arte como a sua primeira preocupação enquanto profissionais de saúde. Em pergunta aberta, 24% referem a formação de profissionais como a sua maior preocupação, bem como a uniformização de tratamentos (14%). 82% concorda ainda que o Governo não faz o investimento necessário para que os doentes oncológicos tenham acesso às terapêuticas mais avançadas e eficazes.
Em torno destes dados, o debate moderado pela jornalista Lúcia Gonçalves, contou com um painel de convidados multipartidário, composto pelas deputadas Dr.ª Maria Antónia Almeida Santos, do PS, e presidente da Comissão Parlamentear de Saúde, Dr.ª Conceição Bessa Ruão do PSD, Dr.ª Teresa Caeiro do CDS-PP, e a Dr.ª Paula Santos do PCP. A mesa foi presidida pela Dr.ª Gabriela Sousa, presidente da SPO, e pelo Dr.ª Sérgio Barroso, presidente dos Encontros da Primavera de Oncologia.
O painel de discussão contou com diferentes personalidades representantes de ordens e sociedades médicas, APIFARMA, AEOP e associações de doentes. Indústria, doentes, profissionais de saúde e políticos irão avaliar e debater soluções para responder às necessidades da Oncologia em Portugal.
O inquérito apresentado foi aplicado a um universo de 600 profissionais de saúde ligados à Oncologia a exercer atividade em Portugal, com 10 ou mais de 30 anos de especialidade, de acordo com dados recolhidos entre 24 de março e 12 de abril de 2015.


