Pacemaker mais pequeno do mundo implantado pela primeira vez em Portugal
03/06/15
O Hospital de Santa Cruz, do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, inova o tratamento de arritmias com a implantação do pacemaker mais pequeno do mundo. A nova cápsula cardíaca mede um décimo do pacemaker convencional e torna esta unidade um dos centros pioneiros a disponibilizar o novo dispositivo aos doentes."Este primeiro implante marca uma nova etapa no tratamento das arritmias cardíacas, já que ao contrário do pacemaker convencional, este novo dispositivo é implantado diretamente no coração através de um procedimento minimamente invasivo, sem necessidade de colocação de cabos - elétrodos, os quais são os principais responsáveis pelas complicações a longo prazo", explica o Prof. Doutor Pedro Adragão, coordenador da Unidade de Arritmologia de Intervenção do Hospital de Santa Cruz.
E acrescenta: "Outra das vantagens desta cápsula cardíaca é o facto de não ser necessária uma incisão cirúrgica no peito, eliminando assim qualquer sinal visível do pacemaker e reduzindo o risco de infeções e tempo de recuperação dos doentes".
Com um tamanho de apenas 2,5cm, o mini dispositivo cardíaco é colocado no coração através de um cateter inserido na veia femoral. Uma vez colocado, fica preso à parede do coração, podendo ser reposicionado, caso seja necessário. Seguro às paredes do coração através de pequenos ganchos, cápsula cardíaca fornece impulsos elétricos que estabelecem o ritmo cardíaco através de um pequeno elétrodo colocado na sua extremidade.
Apesar do seu tamanho reduzido, o novo dispositivo tem uma bateria que dura, em média, dez anos. O dispositivo responde aos níveis de atividade do doente, ajustando-se automaticamente a cada pessoa, permitindo ainda que os seus portadores tenham acesso aos meios de diagnóstico mais avançados, uma vez que é compatível com ressonância magnética.
A colocação de um pacemaker é o método mais utilizado para o tratamento da bradicardia, uma perturbação do ritmo cardíaco caraterizada por um batimento lento. Estima-se que exista mais de um milhão de pessoas portadoras de pacemakers em todo o mundo.


