MSD apresenta novos dados sobre pembrolizumab em diferentes tipos de cancro
17/06/15
A MSD anuncia os resultados do primeiro estudo que avalia a correlação do benefício da imunoterapia com base na reparação de erros de emparelhamento (mismatch repair, MMR) de ADN, uma forma bem estabelecida de instabilidade genética em muitos tumores, caracterizados pela perda da função da via de MMR. O estudo de fase 2, coordenado por investigadores do Johns Hopkins Kimmel Cancer Center, avaliou a terapêutica anti-PD-1 da MSD, pembrolizumab, em 48 doentes com carcinoma colorretal e outros tumores sólidos avançados, avaliáveis e fortemente pré-tratados. No grupo de carcinoma colorretal com tumores com desregulação nos mecanismos MMR, foi observada uma taxa de resposta global (ORR) de 62% (n=8/13). Por outro lado, não foram observadas respostas no grupo com carcinoma colorretal com tumores proficientes na MMR (n=0/25).
Aquando da análise, a mediana da sobrevivência livre de progressão (PFS) e sobrevivência global (OS) não foram alcançadas no grupo de carcinoma colorretal com desregulação MMR. Estes dados foram divulgados no Programa de Imprensa da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (American Society of Clinical Oncology, ASCO), publicados no New England Journal of Medicine, e foram apresentados numa sessão palestrada por Dr. Dung Le no dia 30 de maio, na reunião anual da ASCO de 2015 em Chicago (resumo n.º LBA100).
“Estes resultados entusiasmantes, embora preliminares, sugerem que a evidência de desregulação dos mecanismos de reparação mismatch de ADN pode ser uma forma importante de identificar tumores que sejam respondedores ao bloqueio de checkpoint”, afirma o Dr. Roger Dansey, responsável pela área terapêutica e vice-presidente sénior, desenvolvimento oncológico em fase avançada, da Merck Research Laboratories.
E acrescenta: “A desregulação dos mecanismos de reparação mismatch de ADN é um biomarcador estabelecido em muitos tipos de tumor e estes resultados abrem caminho para a investigação com pembrolizumab no carcinoma colorretal e em outros tipos de tumores com esta ferramenta clinica e potencialmente representativa. Esperamos dar início a um estudo de registo de fase 2 de pembrolizumab em doentes com carcinoma colorretal para explorarmos mais este biomarcador genómico.”
Com base nos resultados deste estudo preliminar, a MSD vai iniciar um estudo de registo de fase 2 (KEYNOTE-164) para avaliar a eficácia e segurança de pembrolizumab com base no estado de reparação mismatch em cancros colorretais avançados irressecáveis ou metastáticos (Estádio IV). Está previsto que o estudo inicie o recrutamento de doentes em meados de 2015.


