Reunião científica articula conhecimentos entre Diabetologia e Hepatologia

02/07/15
Reunião científica articula conhecimentos entre Diabetologia e HepatologiaO Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) promove a II Reunião Extraordinária, pela primeira vez subordinada à temática “Diabetes & Fígado”. O encontro científico está agendado para dia 4 de julho, pelas 14h30, no auditório do Hospital de S. Pedro do CHTMAD, em Vila Real.


Cerca de 30% das pessoas com diabetes sofrem também de doença hepática. A coexistência destas patologias representa maiores riscos para o doente e desafios adicionais no tratamento, implicando uma maior interação entre Diabetologia e Hepatologia. Assim, a reunião surge com o objetivo de partilhar e articular conhecimentos entre as duas especialidades, de momento pouco explorado a nível da investigação.

O fígado gordo não alcoólico é já a principal causa de cirrose nos países desenvolvidos, sendo esta última responsável por 12% das mortes em pessoas com Diabetes. Tendo em conta que a combinação da diabetes com doença hepática resulta em mortes precoces, é essencial criar abordagens terapêuticas adequadas a estes doentes, uma vez que a presença de ambas as patologias representa uma maior limitação dos fármacos disponíveis e interações medicamentosas mais complexas.

“É importante que os vários especialistas reconheçam esta relação bidirecional entre as duas patologias, compreendendo que este é um grupo específico de doentes, em que o habitual esquema de referenciação por especialidade pode não ser suficiente. Apesar de tipicamente a pessoa com diabetes ser encaminhada ao diabetologista e o doente hepático ao hepatologista, na presença de ambas, é essencial uma integração de conhecimentos para prover a melhor solução possível”, afirma o Dr. Paulo Subtil, coordenador da Unidade Integrada de Diabetes do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro e promotor do Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus da SPMI.

E acrescenta: “Os médicos internistas têm aqui um papel fundamental pela sua visão holística do doente, que permite abordar estes casos como um todo, sendo o elo entre as diferentes especialidades”.

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