SPT recomenda atividade física na reabilitação dos transplantados renais
13/07/15
Este ano, o Dia do Transplante, comemorado a 20 de julho, é dedicado ao desporto. O retorno à atividade e particularmente à atividade física devem fazer parte da reabilitação do transplantado renal, defende a Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT). A assinalar a data em que se realizou o primeiro transplante em Portugal, em 1969, o Dia do Transplante vai ser comemorado em Coimbra, no Pavilhão Centro de Portugal, a partir das 10h30, com a presença de pessoas transplantadas que praticam desporto habitualmente.
Pretende-se demonstrar que o exercício não só não é proibido a quem recupera de um transplante, mas pode mesmo contribuir para um melhor estado de saúde e para uma maior longevidade do enxerto. A prática desportiva após a realização de um transplante é recomendada mas com alguns cuidados, como realça o Dr. Fernando Macário, presidente da SPT. “O exercício físico pode e deve ser praticado pelas pessoas transplantadas, mas nunca antes dos três meses após o transplante e preferencialmente seis meses após a intervenção”.
As indicações dependem do tipo de transplante e do tipo de desporto praticado. “Os desportos violentos e que implicam contacto podem não ser aconselháveis e poderá haver cuidados especiais até ao retorno a um desporto de alta competição”, explica o presidente da SPT.
Quem doa órgãos também pode e deve praticar exercício físico. Segundo a SPT, os dadores podem praticar desporto sem restrições significativas após terem completado a sua recuperação.
No caso dos doentes com insuficiência renal crónica durante a fase de diálise que precede o transplante, a prática desportiva pode estar comprometida. “Habitualmente há mais dificuldades do ponto de vista físico. Estes doentes tendem a ter mais cansaço, embora haja exceções. Apesar de tudo, as técnicas de diálise evoluíram bastante nos últimos anos e as restrições são menores do que no passado”, refere o especialista.
A prática clínica tem demonstrado que a qualidade de vida dos doentes transplantados pode melhorar com a prática regular de exercício físico, diminuindo o risco de doença cardiovascular e diabetes que é aumentado por alguns medicamentos imunossupressores.


