AbbVie anuncia resultados Turquoise III em doentes com infeção crónica por VHC de GT1b com cirrose compensada
14/07/15
AbbVie anunciou os resultados do seu estudo TURQUOISE III que demonstram 100% (n=60/60) de resposta virológica sustentada 12 semanas após o final do tratamento (RSV) em doentes adultos com infeção crónica pelo vírus da hepatite C (VHC) de genótipo 1b (GT1b) com cirrose compensada. Os doentes foram tratados durante 12 semanas com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir + dasabuvir sem ribavirina (RBV). Estes novos resultados do estudo de fase 3b da AbbVie foram apresentados durante o 15º Simpósio internacional de Hepatites Víricas e Doença Hepática, em Berlim, na Alemanha.
Aproximadamente 160 milhões de pessoas em todo o mundo estão infetadas com VHC. O genótipo 1 é o tipo mais comum da infeção pelo vírus da hepatite C, com uma taxa de prevalência de cerca de 60% dos casos em todo o mundo. Na Europa, o genótipo mais prevalente é o 1b, em 47% dos infetados. Com o passar do tempo, a infeção crónica pelo VHC pode levar a complicações hepáticas, incluindo cirrose compensada, em cerca de 10 a 20% das pessoas infetadas.
“O genótipo 1b representa uma proporção significativa dos doentes com VHC em todo o mundo, e é o subgrupo mais prevalente. É por isso necessário continuar a explorar regimes terapêuticos adicionais”, explica Prof. Jordan J. Feld, diretor de investigação e cientista clínico do Centro para as Doenças Hepáticas de Toronto, no Canadá.
E acrescenta: “Os resultados do estudo TURQUOISE-III são promissores e demonstram que os doentes com infeção crónica pelo vírus da hepatite C de genótipo 1b com cirrose compensada têm o potencial para atingir taxas de resposta elevadas com um tratamento de 12 semanas livre de interferão e ribavirina.”
De acordo com a biofarmacêutica, os doentes incluídos no estudo TURQUOISE-III nunca tinham efetuado terapêutica (sem tratamento prévio) ou tinham exposição anterior a tratamento (recidivantes do tratamento anterior com pegIFN/RBV). Nenhum dos doentes descontinuou o tratamento por causa de acontecimentos adversos sendo os notificados como mais frequência (> 10%) a fadiga (22%), diarreia (20%) e cefaleias (18%).


