CE aprova primeiro medicamento para tratamento do colesterol elevado não controlado

28/07/15
CE aprova primeiro medicamento para tratamento do colesterol elevado não controladoA Comissão Europeia aprovou a Autorização de Introdução no Mercado do evolocumab, novo medicamento da Amgen. Trata-se do primeiro inibidor da pró-proteína convertase subtilisina/kexina tipo 9 (PCSK9) a ser aprovado no mundo para o tratamento de doentes com colesterol não controlado que necessitam de uma redução adicional e intensiva do colesterol de lipoproteínas de baixa densidade (C-LDL).


A aprovação do evolocumab representa um marco fundamental na prevenção de eventos cardiovasculares em doentes de alto risco que não conseguem controlar adequadamente os níveis de colesterol e que necessitam de redução adicional intensiva do colesterol LDL. Consiste num anticorpo monoclonal humano que inibe a PCSK9, uma proteína que reduz a capacidade do fígado na remoção do C-LDL, ou “mau” colesterol. Níveis elevados de C-LDL são uma anomalia do colesterol e/ou lípidos no sangue, e são reconhecidos como um importante fator de risco para doença cardiovascular (DCV).

“A doença cardiovascular é a principal causa de morte a nível mundial e que, em 2012, a OMS estimou que tenham morrido 17,5 milhões de pessoas por doença cardiovascular”, explica a Dr.ª Filomena Sousa, diretora Médica da Amgen Portugal. E acrescenta: “A hipercolesterolemia é um fator de risco preponderante para a ocorrência de eventos cardiovasculares e morte prematura”, em todo o mundo, e Portugal não é exceção.

A substância ativa foi aprovada no tratamento de adultos com hipercolesterolemia primária (heterozigótica familiar e não familiar [HeFH]) ou dislipidemia mista, como terapêutica auxiliar ao regime alimentar nos seguintes casos: em associação com uma estatina; ou uma estatina com outras terapêuticas antidislipidémicas em doentes que não conseguem alcançar os objetivos de C-LDL com a dose máxima tolerada da estatina; isolado; em associação com outros antidislipidémicos em doentes intolerantes a Estatinas; ou ainda para os quais as estatinas são contraindicadas. Foi ta,bém aprovada para o tratamento de adultos e adolescentes com mais de 12 anos com hipercolesterolemia familiar homozigótica (HoFH) em associação com outras terapêuticas antidislipidémicas.

Mais de 60% dos doentes de alto risco na Europa ainda não conseguem um controlo adequado dos níveis de C-LDL com estatinas ou outros fármacos antidislipidémicos aprovados atualmente. Entre os doentes de risco muito alto, a percentagem aumenta para mais de 80%. O custo de saúde com a DCV na União Europeia (UE) é de cerca de 106 mil milhões de euros por ano.

Um dos grupos de doentes de alto risco incluiu os doentes com Hipercolesterolemia Familiar (HF), uma patologia hereditária causada por mutações genéticas que causam níveis elevados de C-LDL em idade precoce. 8 Calcula-se que menos de um por cento das pessoas com HF (formas heterozigótica e homozigótica) na maioria dos países estejam diagnosticadas.

“Muitos doentes que estão a tomar medicamentos antidislipidémicos, incluindo os que apresentam hipercolesterolemia familiar, ainda lutam para controlar os seus níveis de colesterol LDL,” afirma o Prof. John J.P. Kastelein, professor de medicina e presidente do Departamento de Medicina Vascular no Academic Medical Center (AMC) da Universidade de Amesterdão. “Como primeiro de uma nova classe de medicamentos na União Europeia, evolocumab oferece aos médicos uma opção de tratamento inovadora e importante para os doentes com níveis não controlados de colesterol e que necessitam de redução adicional do colesterol LDL.”

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