Infarmed apresenta balanço do programa da hepatite C

31/07/15
Infarmed apresenta balanço do programa da hepatite CO mês de fevereiro deste ano marcou uma alteração sem precedentes na esperança de vida dos doentes com hepatite C em Portugal e numa avultada diminuição da despesa pública, após a comparticipação a 100% do Ministério da Saúde dos novos medicamentos para o tratamento da hepatite C.



De acordo com o Infarmed, até junho de 2015, estiveram cerca de 5 mil doentes envolvidos em tratamento. Foram evitadas 2184 mortes prematuras por razões hepáticas; registou-se um aumento médio de 7,9 anos de esperança de vida e foram ganhos 39.740 anos de vida; foram evitados 217 transplantes hepáticos, 1200 carcinomas hepatocelulares, 3204 casos de cirrose. A nível económico, assinala-se uma poupança de 166,2 milhões de euros em custos de tratamento das consequências da evolução da hepatite C.

Até dezembro de 2016, prevê-se, num total de 13 mil doentes, que sejam evitadas 5170 mortes prematuras por razões hepáticas; que se ganhe 89.242 anos de vida; e que sejam evitados 482 transplantes hepáticos, 2920 carcinomas hepatocelulares, 8499 casos de cirrose. Por último, estima-se que haja uma poupança de 412,6 milhões de euros em custos de tratamento das consequências da evolução da doença.

Um estudo realizado a partir da consulta ao Portal da Hepatite C, entre a data da sua criação (10 de novembro de 2014) e 30 de junho de 2015 deixa as seguintes conclusões:

 

  • 5042 autorizações de tratamento para a infeção por vírus da hepatite C (VHC) em Portugal;

  • Os homens constituem a maioria dos tratamentos autorizados até à data (73,7%);

  • Nos indivíduos em tratamento, 44% têm idades abaixo dos 50 anos;

  • A média de idades dos indivíduos em tratamento é de 52 anos; Média de idades dos indivíduos em tratamento é diferente: homens – 50 anos e mulheres – 56 anos;

  • A maior parte dos indivíduos está em tratamento em unidades de saúde nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo (50%) e Norte (31%). A Região Centro tem cerca de 12,3%. Todas as regiões, incluindo Madeira e Açores, têm indivíduos em tratamento;

  • É de 65 a percentagem de indivíduos em tratamento que se encontram num estadio de fibrose avançada (F4 e F3).

  • A distribuição por genótipo indica que 70% pertencem ao genótipo 1 e cerca de 17% ao genótipo 3.

  • Os indivíduos com genótipo 3 têm maior prevalência de formas mais graves de fibrose (53%). A coinfecção pelo VIH está presente em 27% dos indivíduos com autorizações para tratamento.

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