Adalimumab aprovado para o tratamento da hidradenite supurativa ativa, moderada a grave em adultos
03/08/15
A Comissão Europeia (CE) aprovou o adalimumab para o tratamento da hidradenite supurativa (acne inversa) ativa, moderada a grave, em doentes adultos com uma resposta inadequada à terapêutica sistémica convencional para a hidradenite supurativa. Segundo a AbbVie, este é o primeiro e único medicamento aprovado para o tratamento da hidradenite supurativa na União Europeia. A hidradenite supurativa (HS) é uma patologia inflamatória, crónica e dolorosa da pele que afeta aproximadamente 1% da população adulta mundial. Caraterizada pelo aparecimento recorrente de abcessos e nódulos, acompanhados de dor, essencialmente nas zonas das axilas e virilhas, nádegas e submamária, os seus sintomas podem provocar debilidade física e desgaste psicológico com impacto na vida dos doentes e no seu desempenho profissional.
“Os doentes com hidradenite supurativa são frequentemente alvo dos sintomas dolorosos e constrangedores da doença, com um impacto negativo nas suas vidas”, indica o Prof. Doutor Errol Prens, do Centro Médico Erasmus. “O adalimumab é o primeiro tratamento, bem documentado e aprovado, que demonstrou uma redução dos sintomas da hidradenite supurativa, incluindo a dor, uma decisão que marca um importante avanço no tratamento da hidradenite supurativa.”
Dependendo das pessoas e do estado progressivo da doença, a cirurgia pode ser considerada na remoção da pele afetada pela doença em estádios avançados, pelo que o diagnóstico precoce é fundamental.
“A aprovação de adalimumab é um marco fundamental na vida das pessoas com hidradenite supurativa as quais, até este momento, não tinham ao seu dispor nenhum tratamento aprovado”, afirma o Dr. Michael Severino, vice-presidente executivo do departamento de investigação e desenvolvimento da AbbVie. “Esta aprovação representa a 12.ª indicação de adalimumab na Europa e demonstra o compromisso da AbbVie em providenciar soluções adequadas e avançadas aos doentes com doenças imunomediadas graves”.
Esta autorização de comercialização tem por base os resultados de dois estudos piloto de fase 3, PIONEER I e PIONEER II, realizados em dois períodos de 36 semanas em 633 doentes com HS moderada a grave.


