PSOPortugal afirma: verão pode atenuar sintomas da psoríase
05/08/15
O tempo quente e seco induz, geralmente, melhorias nos sintomas e manifestações da psoríase. O alerta é da Sociedade Portuguesa de Psoríase (PSOPortugal) que relembra: a exposição solar moderada ajuda a pele a cicatrizar, reduz a inflamação e desacelera a produção de células cutâneas, que originam a descamação da pele. A psoríase é uma doença autoimune que se manifesta no nosso maior órgão – a pele, não sendo contagiosa é crónica e pode surgir em qualquer idade. Em Portugal esta doença afeta mais de 250 mil pessoas e cerca de 125 milhões em todo o mundo.
O seu aspeto, extensão, evolução e gravidade são variáveis, caracterizando-se pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, que afetam sobretudo os cotovelos, joelhos, região lombar, couro cabeludo e unhas. Cerca de 10% dos doentes acabam por desenvolver artrite psoriática.
Apesar de a exposição solar ser benéfica para a doença, na maior parte dos casos, há cuidados fundamentais. "A utilização de protetor solar é obrigatória a quem frequente a praia ou piscinas, ao mesmo tempo que se devem evitar as horas de maior calor", alerta o Dr. Paulo Ferreira, médico dermatologista.
O vestuário deve ser o mais leve possível e de algodão, evitando tecidos que provoquem a irritação da pele. O mesmo se aplica à roupa interior: deve ser confortável e livre de elásticos.
Devido ao cloro, químicos ou sal que possam irritar a pele sensível, as pessoas com psoríase devem limitar o tempo que estão na água e aplicar um creme hidratante antes de mergulhar.
No entanto, a chegada do verão pode trazer outros problemas aos doentes. O tempo quente obriga a colocar partes do corpo mais a descoberto, o que pode inibir as pessoas com psoríase, erradamente alvo de descriminação por parte de quem desconhece que a psoríase não é uma doença contagiosa.


