Fakeshare chega a Portugal

16/09/15
campanha infarmed 056b7“Medicamentos online: sabe realmente o que está a comprar?” é o mote de uma campanha lançada recentemente em Portugal, que alerta para os perigos do consumo de medicamentos falsificados, sobretudo aqueles que são adquiridos através da Internet.


A campanha foi desenvolvida no âmbito do programa Fakeshare, no qual Portugal é representado pelo Infarmed, Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

Atualmente estima-se que mais de 50% dos medicamentos comercializados online são falsificados, ou seja, não oferecem qualquer garantia de qualidade, segurança ou eficácia.

Entre as contrafações frequentemente detetadas encontram-se os produtos com presença de substâncias tóxicas ou não autorizadas para consumo humano; sem qualquer substância ativa, ou presente em doses erradas; ou ainda com contaminação decorrente de condições de armazenamento deficientes.

As farmácias e outros estabelecimentos licenciados para vender medicamentos online estão referenciados numa lista que pode ser consultada no site do Infarmed e, desde julho, podem exibir o logótipo comum, o qual garante que cumprem todas as normas legais para essa atividade.
A campanha inclui diverso material informativo, como um curto filme exemplificando casos de pessoas que adquiriram medicamentos falsificados, bem como posters e suportes digitais, dirigidos aos cidadãos, aos médicos e a outros profissionais de saúde.

O Fakeshare é um projeto europeu, em atividade desde junho de 2013, destinado à troca de informação e coordenação de atividades de várias entidades na proteção da saúde dos cidadãos contra os riscos associados à comercialização ilegal de medicamentos através da internet. Congrega os esforços de autoridades reguladoras, forças policiais e alfandegárias, indústria e universidades.

O Infarmed, que participa no Fakeshare, desenvolve, no âmbito das suas competências, uma intensa atividade de combate à circulação de medicamentos falsificados, quer através da sua ação inspetiva própria, quer no âmbito da cooperação com as entidades nacionais, em especial a Autoridade Tributária e Aduaneira e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, quer a uma escala internacional, nomeadamente através das operações Pangea.


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