Trata-se de uma técnica videoscópica, minimamente invasiva, que permite uma recuperação mais rápida, sem dor e capaz de reduzir os riscos de recidiva.
“Este procedimento minimamente invasivo está indicado para os casos em que o quisto no cóccix infeta e cria um abcesso. A cirurgia conservadora era complicada e a recuperação era muito lenta, entre 15 dias a três semanas. Nesta nova técnica, tudo é feito através de um pequeno orifício (não há a incisão clássica da pele) e algumas horas depois os doentes já estão em casa e nos dois dias seguintes podem regressar às aulas ou ao trabalho”, explica o Dr. Tiago Coelho, cirurgião pediátrico do Hospital Lusíadas Porto.
De acordo com o Dr. Bessa Monteiro, cirurgião pediátrico do Hospital Lusíadas Porto, “a cirurgia clássica tem inúmeras complicações como a dor, o risco de recidiva e um pós-operatório complicado com pensos frequentes. Em alternativa, esta técnica de cirurgia endoscópica permite uma recuperação muito mais rápida, sem necessidade de pensos no pós-operatório e uma redução muito significativa da dor”.
Os quistos sacrococcígeos são causados por uma inflamação crónica que acomete a pele e o tecido subcutâneo. A sua formação parece estar relacionada com a erupção de pelos que encravam sob a pele que, ao infetar, se tornam muito dolorosos para o paciente. Esta doença é muito prevalente em adolescentes e adultos jovens e é mais comum no sexo masculino.


