Organizado pela Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR), o Congresso apresenta em paralelo um programa dirigido a pacientes, aberto a todos os interessados, para abordar vários temas sobre a realidade da doença, desde as manifestações clínicas ao seu impacto sociolaboral e psicoemocional.
“A Esclerodermia é considerada uma das piores doenças reumáticas em termos de resposta ao tratamento. Apesar dos novos fármacos em estudo, não existe uma terapia globalmente eficaz em todas as manifestações”, esclarece a Dr.ª Ana Cordeiro, da direção da SPR.
Neste sentido, a especialista alerta para a importância do diagnóstico precoce da doença: “uma vez detetada a doença é muito importante reforçar a educação do doente, para que este recorra atempadamente ao seu reumatologista quando surgem novas queixas, já que esta patologia causa diminuição da longevidade e diminui drasticamente a qualidade de vida”.
Muito debilitante, a esclerodermia é uma doença crónica que se carateriza sobretudo pelo endurecimento e/ou espessamento da pele, a que se chama fibrose, mas que também pode envolver outros órgãos, como os pulmões, o intestino, os rins e o coração. Em Portugal estima-se que afeta mais de três mil pessoas.
Consulte o programa científico do IV Congresso Mundial de Esclerodermia. Mais informações aqui.


