O relatório revela que, globalmente, houve uma melhoria em todos os indicadores das doenças cérebro-cardiovasculares, resultado de uma ação combinada das medidas preventivas adotadas e da organização dos serviços de saúde.
De acordo com o referido relatório, pela primeira vez em Portugal o peso relativo das doenças do aparelho circulatório na mortalidade total situou-se abaixo dos 30%. Contudo, as doenças cardiovasculares mantêm-se como a principal causa de morte em Portugal, justificando-se que se mantenham no topo das prioridades no que se refere ao planeamento em Saúde.
O relatório salienta, ainda assim, o funcionamento adequado das Unidades de Intervenção Coronária Percutânea no enfarte agudo do miocárdio, em articulação estreita com o sistema de assistência pré-hospitalar de emergência (Vias Verdes Coronárias e do AVC).
Comparando com outros países europeus, a mortalidade por doença isquémica cardíaca situa-se abaixo da média europeia, enquanto a mortalidade por doença cerebrovascular ocupa posição inversa, o que leva o relatório a defender e recomendar "um novo impulso no tratamento do AVC".
O Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares traçou como objetivos próximos promover o tratamento da hipertensão arterial e reforçar sinergias com outros programas dedicados à adoção de estilos de vida e alimentação saudáveis ou que estão vocacionados ao combate de fatores de risco modificáveis como o tabagismo e a diabetes.
Leia aqui o relatório "Portugal – Doenças Cérebro-Cardiovasculares em Números 2015".


